31 de julho de 2008

Expectativa.


A comunicação de hoje do Presidente da Republica Prof. Aníbal Cavaco Silva pode trazer uma surpresa, não faço aqui previsões, mas já circula que algo de sério se vai passar.
Numa altura do ano em que metade do País está a banhos seria pouco credível que a comunicação fosse sobre o estatuto autonómico dos Açores ou sobre a actual situação económica.
Vamos aguardar.

Glorioso.


"O Benfica parece estar a contratar como nunca, para perder como sempre"
Autor anónimo, Julho de 2008

Palavras para quê, é um comunista Português!


«A Corja: O governo de Sócrates é uma excrescência, um aglomerado de trapaceiros políticos, uma mentira permanente, uma corja de cobardes de peito inchado contra os trabalhadores, mas subserviente e de cócoras ante o patronato.Não formam um governo, são um bando. Chusma miserável sempre pronta a rosnar contra os que produzem riqueza. O único propósito que têm é destruir o que resta do que Abril possibilitou. Agora é o direito a férias. Se os deixarem hão-de colocar-nos nas galés.Que quem elegeu estes dejectos tenha consciência do atoleiro em que nos colocou. Eles não governam, destroem. Não há uma única coisa que tenham feito em prol dos trabalhadores que os elegeram. Com o socialismo na lapela, não passam de malfeitores ao serviço da CIP, da CAP e da CCP.E claro, da CIA, que os premeia permanentemente desde que apadrinhou o Mário Soares logo em Abril de 1974.»
posted by Pedro Namora às 13:18

(via Jumento, ilustração de Pedro Vieira).

Acordem!

Parei à pouco numa Pastelaria na Igreja Nova para comer um bolo e beber um sumo, eram 11h30 e a fome começava a apertar, para alem da dita Pastelaria anunciar a venda de caracóis, pregos e outros petiscos que como sabemos é habitual serem vendidos nestes espaços comerciais fui confrontado com duas Senhoras a servir que mais parecia que estavam a cumprir alguma penitencia.
O seu ar de enfado, o arrastar dos pés e a forma como atendiam os (poucos) clientes faziam que quem fosse atendido por este belo par de jarras se sentisse mal por estar a incomodar o seu dia.

Esta forma de ser atendido deixa-me de veras mal disposto, infelizmente subsiste em alguns comerciantes esta ideia e forma de estar perante o cliente, má postura, má apresentação e acima de tudo má educação.

Confundir pastelaria com snack-bar, ou mesmo com tasca é também um erro em que alguns continuam a insistir, está mal, não faz sentido!

O comércio tradicional para sobreviver não precisa de comerciantes assim, são eles que o estão a condenar a uma morte lenta e dolorosa.
Basta dar uma volta por grande parte das lojas do centro da Vila de Mafra para verificar como muitos espaços pararam no tempo, na forma de atender, na dinâmica comercial e na apresentação da sua loja.Com mais duas grandes superfícies comerciais a nascer em Mafra, uma delas um “tubarão” chamado Continente o nosso comercio local se não modificar muita da sua forma de estar está condenado, e quando isso acontecer vamos todos ficar a perder

30 de julho de 2008

Uma boa notícia.

José Sócrates e o administrador executivo da Intel, Craig Barrett, durante a apresentação do Magalhães
Computador de baixo custo
Sócrates anuncia "Magalhães" para crianças do 1º ciclo
O programa e.escola poderá ser um dos beneficiários deste novo computador.

Esta notícia vem no seguimento da política do Governo no Plano Tecnológico e na instalação de sectores produtivos ligados ás novas tecnologias.
Depois do anúncio da instalação da fábrica de aviões no Alentejo este anúncio é a prova de que mesmo numa altura em que muitos estão calados ou usam a critica fácil o Governo tenta remar contra a maré e consegue ir captando investimento de qualidade para Portugal.
É preciso mais, mas estes são sinais claros de que há quem não baixe os braços.

Aparições.


Alguém me sabe responder onde anda a líder da oposição?
É que parece que vamos ter de esperar por alguns pastorinhos e de uma oliveira para ver de novo esta Senhora, será no dia 13 de Agosto ou 13 de Maio?

Surpresa.


Promessa de não bloqueio de sites incumprida
Comité Olímpico decepcionado com censura chinesa na net

O acesso a sites como o da Amnistia Internacional ou o da BBC estão vedados aos jornalistas que já se encontram na China. O Comité Olímpico diz se decepcionado com a quebra da promessa de Pequim.



Olha a surpresa logo a China, esse exemplo de País democrático!

29 de julho de 2008

Fogo.


Está neste momento a decorrer um incêndio em Casais da Serra no Sobreiro Freguesia de Mafra, os meios no terreno são impressionantes, para já não falar de dois helicópteros que estão a ajudar no combate ás chamas.
Parece que a estratégia de combate a incêndios passa por atacar logo de inicio com toda a força, que pena que em 2003 não tenha acontecido o mesmo!

No dia em que finalmente a GALP baixa os combustiveis...

Chakib Khelil, presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP, considera que os actuais preços do "ouro negro" são "anormais" e antecipa uma queda das cotações para 70/80 dólares por barril, com a valorização da divisa norte-americana e o aliviar das tensões geopolíticas.
Marc Faber ficou conhecido por prever a maior queda diária de sempre nas acções americanas, em 1987. O arauto da "Segunda-feira Negra" partilhou com o Jornal de Negócios as suas previsões para a evolução do petróleo. O investidor suíço acredita numa forte correcção no preço da matéria-prima, mas apenas no curto prazo.As cotações do petróleo caíram para um mínimo de 10 semanas, penalizadas pela valorização do dólar face ao euro, o que limita a atractividade das matérias-primas como cobertura contra a inflação.

28 de julho de 2008


Habitantes de Carnaxide já pedem reparações na via pública através da Internet
Buracos na estrada, jardins descuidados ou sujidade na rua são alguns dos problemas que os habitantes de Carnaxide, em Oeiras, já podem pedir à Junta de Freguesia que resolva através do seu sítio na Internet.



Ora eis uma coisa simples e que coloca a Internet as serviço da Cidadania, este serviço colocado à disposição dos Fregueses de Carnaxide podia e deveria de ser regra nas Autarquias, acima de tudo nas Freguesias, são Políticas destas que marcam a diferença pela positiva é algo tão simples que não é preciso criar nenhuma Associação para o colocar em prática.

IDP

Estive de sexta-feira a domingo no curso sobre Politica organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), foram três dias onde tive a oportunidade de contactar e ouvir de perto grandes Mestres no que se refere ás Ciências Sociais no nosso País, e neste caso concreto na área da Ciência Politica.
Quero destacar a aula do Professor José Adelino Maltez do Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa sobre A Nova Ciência da Política; a aula do Professor Frederico Brotas de Carvalho sobre Políticas de Território e a aula do Professor Francisco Cunha Rego sobre Portugal no Mundo e a Diplomacia Portuguesa.

Estes três dias foram bastante ricos em aprendizagem e também em contacto com gente de áreas Políticas que iam desde Monárquicos até Socialistas, aquilo que vos posso dizer é que a ideia que atravessa transversalmente as aulas é o facto de os Professores concordarem que estamos a viver um período de mudança, quer económica quer politica.
De futuro irei aqui focar alguns pontos mas deixo-vos uma dica Naomi Klein e o livro "The Shock Doctrine" que foi recomendado e referenciado pelo Professor Francisco Cunha Rego.

As minhas ferias!

25 de julho de 2008

Triste espectáculo.


Ao ver ontem na RTP 1 a entrevista a Gonçalo Amaral antigo Inspector da Policia Judiciaria fiquei preocupado, é que ouvir este Senhor a lançar acusações que indicam que os pais da menina são culpados do seu desaparecimento e verificar que com os dados que ele tem estas pessoas estão em liberdade e sem julgamento é assustador.
Ficam mal a PJ e o Ministério Publico, a imagem que fica deste processo é de uma trapalhada, afinal se existiam estas informações como foi possível deixar sair do País estas pessoas?
Que triste espectáculo toda esta historia!

ANGOLA NÃO É NOSSA

Nunca fui a Angola, nem em trabalho nem em férias - e tenho pena. Não nasci lá, como tantos portugueses, nem deixei lá saudades, pertences, fortunas ou amores, nem perdi lá um parente ou uma parte dele. Não tenho mágoas angolanas - nem, já agora, moçambicanas, guineenses, cabo-verdianas ou são-tomenses. Os países africanos de expressão portuguesa não são para mim diferentes de tantos outros países, africanos ou não. Não me assaltou nenhuma nostalgia colonialista nos que visitei, Moçambique e Cabo Verde. Não senti nada de especial a não ser, em Moçambique, uma mágoa parecida com remorso herdado perante a miséria, os escandalosos fossos socioeconómicos e a subserviência do povo perante "os brancos". Mas isso já sentira noutras partes de África - alguém chamou a isso "o remorso do homem branco" (neste caso, de mulher, e morena).Não tenho nada com Angola, portanto, a não ser uma ligação profissional feita de bocados de histórias, entrevistas, reportagens. Sei o básico: uma longa guerra civil, um país dividido ao meio, cadáveres inchados nas ruas de Luanda em 1992/93 depois da primeira volta das primeiras e únicas eleições presidenciais, o corpo meio despido de Savimbi cheio de moscas em 2002, os baixíssimos scores nos índices de desenvolvimento humano, os processos a jornalistas, os jornalistas presos, as denúncias de falta de liberdade política e de falta de liberdade de imprensa, as denúncias sobre a riqueza pessoal do presidente em funções vai fazer 30 anos, as ligações da sua família a uma série de empresas. Não, não sou uma especialista em Angola. Não tenho histórias em primeira mão para contar nem relatórios de organizações internacionais para estrear. Mas não preciso. Basta-me saber que não há eleições no país desde 1992 para não gostar do Governo nem do presidente. E para tal tanto me faz que fale português ou outra língua qualquer. Tanto me faz que "nós" - sendo nós essa entidade chamada "os portugueses" - tenhamos "lá andado" 500 anos como não. Não aceito culpas históricas nem acusações de complexos colonialistas quando se trata de olhar para um país independente há 33 anos e constatar que está muito longe de ser uma democracia e por esse motivo muito longe de ser admirável ou "a todos os títulos notável".Percebo, claro, que uma coisa são os meus sentimentos enquanto pessoa, por acaso portuguesa, e outra muito diferente os interesses do meu país - sejam eles económicos, estratégicos, linguísticos, o que for. Percebo que as relações entre países não são relações pessoais e que se fazem muitas coisas em nome da chamada real politik que eu agradeço ao destino nunca ter estado em posição de ter de fazer. Mas creio que há coisas escusadas. E creio, sobretudo, ser tempo de percebermos, todos, portugueses e angolanos, que chega de facturas. Chega de confusões. Portugal colonizou e descolonizou, Angola é dos angolanos. Nenhuma razão para tantos paninhos quentes, nenhum motivo para tanto eufemismo, para tanto elogio rasgado. Façam-se negócios, certo. Apertem-se mãos, assinem-se acordos. Defenda-se isso a que se chama "o interesse português". Mas, por favor, não exagerem.
Fernanda Cancio-DN

23 de julho de 2008

É preciso fazer um desenho?



Ainda não perceberam que o mercado só funciona nas subidas!

O GÉNIO DOS CORREDORES


"Entende-se a inquietação de Pedro Passos Coelho. Ante a mediocridade dos dirigentes do PSD, a total ausência de propostas, o áspero silêncio da líder, sente-se eloquentemente magoado. Não concedem nenhuma importância ao terço de votantes que representa; não o escutam, não o chamam; omitem-no, excluem-no. Apoquentado, vai criar um "movimento" de reflexão, que confira ao partido um incontestável predomínio da política sobre os "interesses". Não se percebe lá muito bem a pretensão de Passos: promover uma "dissidência", entre as existentes, depois de afirmar a "coesão" do partido?Pelos vistos, o PSD é uma ruína antecipada. "


Será o fim do neo-liberalismo?

"Existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem."
Joseph E. Stiglitz (Nobel da Economia e antigo Vice-Presidente do Banco Mundial) publicado, hoje, no Diário Económico, de onde destaca:

«Os defensores do fundamentalismo de mercado querem agora que os erros do mercado sejam vistos como erros de governo. Um delegado do governo chinês colocou o dedo na ferida: os EUA deviam ter feito mais para ajudar os norte-americanos com rendimentos mais baixos a gerir melhor o problema do crédito hipotecário à habitação. Estou plenamente de acordo, mas isso não altera os factos: os bancos norte-americanos geriram especialmente mal o risco e essa má gestão tem consequências globais. Mas a injustiça é ainda maior quando se sabe que, apesar dos erros, os gestores dessas instituições saíram airosamente e com indemnizações milionárias. Actualmente, existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem. O neo-liberalismo foi sempre uma doutrina política ao serviço de certos interesses e nunca se fundamentou em teorias económicas. Tal como, sabemo-lo hoje, não é fundamentado em experiências históricas. Se aprendermos esta lição, talvez se faça luz ao fundo do túnel.»

22 de julho de 2008

Madeira.



O líder do Grupo Parlamentar do PSD-M, Jaime Ramos, chamou esta terça-feira «pinóquio mentiroso» ao primeiro-ministro, José Sócrates, pelas suas alegadas políticas «destruidoras, vingativas e coloniais» contra a Região Autónoma da Madeira, noticia a agência Lusa.



Este estilo patético e ofensivo de Jaime Ramos fazer vomitar para o exterior as suas entranhas em forma de discurso só são comparadas ás tiradas do seu conterrâneo Alberto João Jardim.
Estes homens são o retrato de um certo País politico que conserva ainda o complexo do Senhor feudal, aliás, basta visitar a Madeira para perceber a razão pela qual Jardim consegue há tanto tempo pulverizar todos os seus adversários, a intimidação, o poder económico e a retaliação são armas bem mais fortes do que o “desenvolvimento” da Madeira nestes últimos trinta anos.