
O graxista é, em regra, um indivíduo que prescinde da sua dignidade para obter proveitos exibindo uma postura de subserviência e lealdades caninas, desta forma obtém como contrapartida a simpatia de quem manda, permitindo-lhe obter ganhos para além dos que alcançaria com as suas capacidades ou com manifestações de dignidade.
Os tais graxistas a que nos habituámos na infância vamos encontrá-los ao longo da vida, principalmente no emprego, onde dar graxa pode resultar em proveitos adicionais. Há graxistas por todo o lado mas em especial na Administração Pública já que as empresas vivem dos resultados e não podem prescindir dos mais capazes em favor dos graxistas.
Onde há mesmo uma grande concentração de graxistas é nos cargos dirigentes da Administração Pública e nos gabinetes de membros o governo e dos autarcas. Não admira que na burocracia interna do Estado sejam frequentes expressões como “VEXA melhor decidirá”, “à consideração superior” e muitas outras, desnecessárias mas que servem como manifestação permanente de obediência.
Não admira que num mesmo dia possa ler no Diário de Notícias que no Instituto de Emprego e Formação Profissional os candidatos a funcionários tenham de ler um discurso de Sócrates e que o chefe da Casa Civil da Presidência da República se tenha queixado do jornalista a Mário Crespo. O presidente do IEFP decidiu dizer a Sócrates que o admira tanto que os funcionários do instituto se devem omportar como membros da Mocidade Portuguesa. O chefe da Casa Civil do Presidente da República entendeu que num jornal os jornalistas devem fazer os possíveis para cair nas graças do patrão e se este é do PSD devem ser simpáticos com todos os da família política.
















































