7 de novembro de 2008

O Poder da Mudança

Texto a publicar no próximo numero do Jornal O Ericeira


Enquanto escrevo este texto decorre nos Estados Unidos da América a ponta final da campanha eleitoral para eleger o homem que irá suceder a Bush.
Mesmo sendo noutro Continente quase todos têm a noção que a influência do resultado deste escrutínio para o mundo é grande, o homem que governa os EUA tem sobre os seus ombros o peso da responsabilidade de grande potência não só económica mas também militar.
Os oito anos de presidência Bush revelaram-se desastrosos, não será difícil para qualquer um apontar duas ou três consequências nefastas das Politicas conservadoras nos costumes e liberais em termos económicos, pagámos todos bem caro a arrogância “neo-com” de uma invasão do Iraque e vivemos na pele o descrédito de uma potência mundial.
No meio deste cenário de desânimo surgiu alguém, esse alguém propôs romper com o que estava predefinido, a palavra-chave foi: MUDANÇA.
Partir de uma situação que à partida parece perdida para uma dinâmica de vitória não é fácil, acreditar que somos capazes, que temos capacidade de alterar o rumo das coisas e acima de tudo trabalharmos para isso é visto por muitos como uma daquelas utopias que não tem lugar na Politica.
Muitos questionam a credibilidade de um candidato que fala de sonhos, de mudança e de esperança, é fácil apontar debilidades a quem apela a conceitos como a Liberdade e a Igualdade, mas sendo difíceis de concretizar estes pressupostos são sem duvida os motores de uma nova forma de fazer Politica.
Se quisermos podemos utilizar este espírito reformador para começarmos de facto a alterar muita coisa, é certo que a mudança só por si não significa uma alteração para melhor, este espírito tem de ser acompanhado de uma profunda reflexão sobre o que há para alterar e como alterar o que está mal.
É chegada a hora de mudar e pensar mais, a si caro/a leitor lanço um desafio, se pudesse mudar algo agora mesmo o que faria, não digo a nível global, pense em termos locais, na sua terra, no seu bairro o que mudaria?
Coloco-lhe esta questão porque considero que em cada Cidadão existe um potencial foco de mudança, em cada um de nos existe a força e a capacidade para alterar o rumo das coisas. Muitos têm o discurso contrário, que não vale a pena participar, que não vale a pena fazer nada, discordo em absoluto, esta forma de agir só favorece quem vê no actual sistema uma forma de se perpetuar no poder ou manter-nos a todos num limbo entre a estupidez e a ignorância.
È a passividade com que é encarada a participação cívica que é o principal obstáculo à alteração e à mudança que julgo necessárias, este modo de estar pode e deve ser alterado, dou como exemplo os EUA onde a participação dos jovens na campanha eleitoral tem sido uma agradável surpresa, isto deve-se e muito a um espírito e a um sentimento de mudança e renovação que é completamente entendido e assimilado pelas camadas mais jovens da população.
Só com um espírito reformador e pensado para e com as pessoas é que é possível inverter o rumo da nossa Sociedade, existem várias formas de se fazer Politica, não existem formulas magicas, mas está nas nossas mãos mudar!

Instalações


6 de novembro de 2008

Coisinha linda!



“Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos”.
Maria José Nogueira Pinto, nas Jornadas Parlamentares do PSD, em Évora, revelando a sua repulsa pelo complemento solidário para os idosos

Socorro!


«Kuduro pode vir a marcar o ritmo da música pop»


"O mundo sempre esteve preparado para ouvir o kuduro. Com uma máquina por trás, e pessoas que sabem trabalhar no marketing, o kuduro pode vir a ser música pop do futuro», defendeu.
SP prepara-se para, na companhia de Wilson, DJ Stikup e Petty, ex-vocalista convidada dos Buraka Som Sistema, lançar este mês o primeiro trabalho dos Makongo, banda musical em que o projecto assenta no kuduro. "



È pá isso é que não, já basta as kizombas, agora o kuduro como estilo pop massificado e globalizado era um pesadelo, tenham lá calma rapazes!

5 de novembro de 2008

"... Yes, We Can!"



Não foi o melhor discurso de Obama, mas é tão difícil classificá-los! De uma coisa estou certo, durante décadas ouvimos I Have a Dream e The Promised Land de Martin Luther King, durante décadas ouviremos Yes, We Can de Barack Hussein Obama.

Meia dúzia de horas depois sabemos que são palavras de história, daquelas que nunca serão apagadas...

E nós também podemos?

"A América deu uma lição de democracia à “velha Europa” e, mais ainda, ao “velho Portugal”, uma lição de esperança e de capacidade de mudança que muito dificilmente escolheríamos. Não o digo pela cor da pele mas pelo discurso da ambição, da esperança e da ambição que por cá dificilmente passaria.
Sem querer estabelecer comparações, veja-se o que muitas personalidades do PSD disseram para justificarem a escolha de Manuela Ferreira Leite em detrimento de Pedro Passos Coelho. Entre a juventude e um discurso de mudança a opção foi para o velho, entre o risco eleitoral a opção foi para o que se considerou um valor seguro.
O discurso de vitória de Obama foi uma lição para os políticos portugueses, foi um discurso de estímulo em vez de ser deprimente, foi a devolução da vitória aos eleitores em vez do apelo ao culto da personalidade, foi uma mensagem de ambição em vez da ladainha do sacrifício colectivo.É evidente que os EUA são um grande país, mas o passado recente prova que isso não basta para que se pense grande, Bush foi um político pequeno, tão pequeno como muitos dos nossos. Ma mesma forma o facto de Portugal ser um país pequeno isso não obriga a que também pensemos pequeno, como é regra.
Um país constrói-se com objectivos ambiciosos, os grandes líderes são aqueles que mobilizam os cidadãos em torno de um objectivo e não os que transformam os eleitores num rebanho medroso, os grandes líderes são os que libertam a força da criatividade colectiva e não os que só se sentem seguros se os cidadãos se tornarem em admiradores condicionais e confiantes na capacidade do chefe.
Os americanos escolheram o líder que os estimula a trabalhar pela sua nação, os portugueses costumam escolher líderes em função do que os próprios dizem serem capazes de fazer. Não discutimos um projecto nacional, avaliamos promessas eleitorais e esperamos que sejam cumpridas com a mesma crença dos que fazem pedidos à Nossa Senhora de Fátima.
Talvez os americanos possam mas nós não, porque para que consigamos alguma coisa é necessário que o queiramos e isso implica empenho e participação e não esperar que um salvador faça o que uma nação não tem coragem de fazer. E até os salvadores que nos saem em sortes são salvadores menores, salvadores que desejam secretamente que a desgraça seja maior para que a sua pequenez seja menos evidente. Ou, pior ainda, salvadores que nos propõem as maravilhas de uma ditadura.
A lição que a América deu ao “velho Portugal” é que é preciso ambicionar para alcançar e que uma nação é obra de todos os seus cidadãos e não de apenas alguns que aparecem no momento e local certo para tomar o poder geri-lo como se os seus cidadãos fossem menores de idade. São necessários políticos que mobilizem em vez de arrebanharem os cidadãos, políticos cuja ambição ultrapasse o espelho das suas casas de banho."


O Jumento

Subscrevo inteiramente!

Os do Costume!


PCP diz que Obama é ‘ilusão de mudança’
Perante a vitória do candidato democrata , os comunistas portugueses dizem que Obama está vinculado «a um projecto de dominação» capitalista do mundo. Esta reacção fria contrasta com o entusiasmo de José Saramago. O escritor, que é militante do PCP, sublinhou a «revolução» de um negro chegar à Casa Branca.



Já cá faltavam os do costume!
Os que vivem com ilusões do passado, os da cassete, os amigos da Coreia do Norte estes grandes motivadores sociais atacam já um Presidente recém-eleito, que de uma forma clara apela a uma alteração e motivação social.
O PCP no seu melhor, creio que grande parte dos Militantes Comunistas não partilham desta desconfiança, mas como no PCP o silêncio é de ouro nunca vamos saber isto!

Obama no Mundo.

Vi as imagens na Televisão das festas da vitória de Obama por este Mundo fora, e digo que foi comovente ver da Europa à Ásia passando por Africa tanta gente empolgada e motivada.
O discurso de Obama da ultima noite foi sem duvida um marco, só quem não entende o Mundo é que ainda não tinha percebido a “fome” de mudança que as pessoas têm, passamos ao nível seguinte, agora a Politica e os Políticos têm de perceber que de facto as pessoas têm o poder!

Yes we did!

Vitória absoluta!



Esta é a vitória da esperança e da mudança, é a vitória sobre oito anos de Governo Bush.
Esta eleição é fruto de um árduo trabalho e de uma forma de comunicação inovadora, a enorme afluência ás urnas e a dimensão da vitória reforçam só por si o clima e espírito de mudança!


Esperamos agora o efeito de contágio que as Eleições Norte-Americanas possam trazer, bem precisa o Mundo de esperança e motivação para levar as coisas para a frente!
O sonho afinal imperou!

4 de novembro de 2008

If The Other Party Wins?

Eleições.


São 18:00 horas, segundo as ultimas informações a afluência ás urnas nos EUA está a ser em massa, vamos ver o que isto quererá dizer, mas algo me diz que vamos assistira a uma grande luta eleitoral!

Canalhas!


A salvação dos canalhas
Pedro Guerreiro-Jornal de Negócios


Torna-se um acto engraçado ler grande parte dos comentadores ligados à área Económica, a sua revolta, a sua loucura incontida e a sua linguagem de guerra fazem sorrir quem já os viu escrever loas ao mercado.
Ouvir ontem Cadilhe foi o confirmar daquilo que tenho escrito, estes homens são a face visível de um sistema corrupto e arrogante, nem na altura da sua queda sabem ter a humildade necessária para reconhecer o seu fracasso.
Esta história do BPN tem contornos muito graves, espero que se apurem as responsabilidades do que foi durante alguns anos um verdadeiro “oásis” fiscal e de lavagem de dinheiro.

É hoje.


Anedota.

«O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou "libertação imediata" para o homem apanhado com sete quilos de haxixe, várias notas falsas e diversas munições de armas de fogo. A droga só foi encontrada por acaso numa busca à casa, depois de a mãe do traficante ser apanhada na rua a passar uma nota de 50 euros falsa – e, por isso, o desembargador Carlos Almeida considerou a apreensão ilegal. Anulou a prisão preventiva imposta pela juíza de instrução, apesar de até admitir o perigo de "continuação de actividade criminosa".»
Correio da Manhã

Esta história se não fosse trágica dava uma boa anedota, é verdade, já agora que tal devolver o haxixe ao pobre rapaz!

3 de novembro de 2008

30 Anos.


Argumentos!


Triste!




Esta declaração é deplorável, alguém com as responsabilidades da Dr.ª. Manuela Ferreira Leite devia abster-se de empregar termos tão demagógicos e irresponsáveis, que haja alguém do PSD que se desmarque destas declarações, não quero acreditar que esta forma de pensar seja a dominante neste Partido!

O Povo está com o MFA!





Ele há coisas extraordinárias, estávamos nós num domingo de Novembro em casa a gozar o quente da lareira quando somos confrontados com a notícia da nacionalização do BPN. A princípio pensei que fosse uma piada qualquer, do tipo Gato Fedorento ou coisa parecida, mas não era mesmo verdade, o Governo nacionalizou um Banco!

Não pude deixar de soltar uma gargalhada quando vi confirmada a notícia, afinal mesmo com as mensagens de calma e de que tudo estava bem o Estado tem de ir socorrer um banco falido e mal gerido, o mínimo que me apetece dizer é que todos estes Senhores da Banca são hipócritas (para alem de maus gestores).
Já ouvi coisas impensáveis da boca de quem até há pouco tempo defendia o mercado selvagem e o mais puro capitalismo, para esses doutos Senhores toda esta situação é um grande sapo que estão a engolir, falharam redondamente, agora chegou a hora de prestar contas, porque não quero acreditar que a culpa vá “morrer solteira”.
Estamos a viver tempos de mudança, quero acreditar que para melhor e que com o que se está a passar se possam retirar as elações necessárias para corrigir e alterar um sistema desregulado e gerido de forma desonesta por gente hipócrita e de baixo nível.

Tadinhos!


«Os militares das Forças Armadas pagam uma renda média mensal de 139 euros nas casas atribuídas pelo Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA), organismo responsável pela execução da política social no Ministério da Defesa. Ao que o Correio da Manhã apurou junto de fontes conhecedoras, "há vários generais e almirantes que pagam menos de cem euros por mês de renda em casas com cinco e seis assoalhadas em zonas nobres de Lisboa."»
Correio da Manhã



Caríssimas, portanto. Deve ser por causa disto que os militares estão descontentes.