11 de fevereiro de 2008

3 Anos de Sombra do Convento.


Confesso que quando iniciei este Blog no dia 11 de Fevereiro de 2005 não acreditava que durasse muito tempo, mas pelos vistos já passaram três anos desde que comecei a “debitar” para a net o que me “vai na alma”.
Está a Sombra do Convento de parabéns e também aqueles que de uma forma ou de outra têm contribuído para que este espaço não morra, porque aquilo que mantêm este espaço virtual vivo é o saber que quem nele escreve e lê são pessoas com alma.
Obrigado a todos.

YES WE CAN



Noite vitoriosa coloca Obama lado a lado com Clinton
Barack Obama conquistou três estados este sábado em mais uma ronda das primárias norte-americanas. O candidato está agora virtualmente empatado com Hillary Clinton na corrida democrata à Casa Branca.
SOL

Autarcas na Escola.

"Há autarcas interessados na gestão de professores"
Claro que há: dava logo para constituir mais uma empresa municipal com uns lugares de administração para os amigos. Bem, e nem me atrevo a imaginar os critérios para a escolha de professores!

8 de fevereiro de 2008

A reter.

Transcrição parcial de A liberdade não é grátis, Luís Campos e Cunha, Público, 08.02.2008

«Mas, no actual estado de coisas, aqui como lá fora, retira-se a responsabilidade moral de não
fumar para não incomodar o próximo, para se passar à proibição da existência do ser imperfeito, ou seja, do fumador. Daí chega-se à raça superior, que hoje não vem dos genes, mas da proibição e do politicamente correcto consagrado em lei. A possibilidade de errar está proibida e, dentro em pouco, não frequentar um ginásio da moda será tão grave como fugir ao fisco. (…) O único limite à liberdade de cada um é, obviamente, o espaço de liberdade dos outros, que deve ser igual ao meu.
Para já, são pequenas liberdades que estão em causa. Os ataques às liberdades foram fruto da demagogia e do politicamente correcto, mas uma outra linha de ataque à liberdade é bem mais grave e, supostamente, em defesa da liberdade.
As escutas telefónicas (hipotéticas ou reais), as negociatas, os dossiers sobre pessoas, as câmaras de vigilância (legais ou não), minam a confiança e turvam o ambiente de liberdade. Paira permanentemente a suspeição sobre todo e qualquer cidadão. Ele sente isso e, como tal, não é livre.
Para se ter, hoje, a privacidade de há 15 anos só seria possível com um comportamento de psicopata, fugindo das auto-estradas, não usando multibancos, cartões de crédito ou contas bancárias; não entrando em supermercados ou centros comerciais... Tal comportamento seria de tal modo custoso para o próprio e seria socialmente de tal modo estranho que certamente chamaria a atenção de algum bufo, o que justificaria algum inquérito, naturalmente. A privacidade acabou, dentro em pouco será o ataque à intimidade.
E tudo isto em defesa da liberdade. Se tal não for atalhado e a corrida para o abismo não parar, os terroristas podem reformar-se, pois os democratas entretanto fizeram o trabalho por eles.»

Já andava desconfiado.


Bento XVI garante: «O inferno existe»
Papa diz que salvação não é imediata que não será para todos.

Manuel Alegre diz que não se revê «neste PS»
Manuel Alegre afirma em entrevista hoje publicada que não se revê «neste PS», cujo aparelho partidário é «um muro perfeitamente impenetrável», mas rejeita a criação de novo partido, defendendo que a mudança tem de ser feita por dentro.
SOL

Um PS resignado é o pior que podia acontecer, quer estejamos ou não de acordo com Alegre é importante que apareçam vozes a apelar a uma mudança na atitude do actual Governo Socialista e no interior do PS.
Alegre é mais um Socialista a fazer um apelo à mudança, parece que esta vontade não existe só em Mafra, mas mais uma vez o aparelho é o principal obstáculo a transpor.
Ser militante do PS não é só ter um cartão, ser militante do PS é estar atento, ter sentido critico, não calar a voz, estar aberto à discussão e estar na primeira linha na defesa dos valores que fizeram e fazem do Partido Socialista uma referência importante da Democracia Portuguesa.

A noite passada estava deprimido.

Liguei para o SOS Voz Amiga (800 20 26 69).

Fui atendido por um call center no Paquistão.

Disse-lhes que me queria suicidar.

Receberam a notícia com entusiasmo e perguntaram-me se sabia conduzir um camião.

7 de fevereiro de 2008

A reter.


«Há qualquer coisa que me deixa muito inquieto quando leio mais este folhetim sobre o passado de José Sócrates. (…) O Engenheiro José Sócrates (desta vez não há dúvidas sobre o título académico) era funcionário de uma câmara e o seu pecado era, como o de quase todos os outros portugueses na altura, ter mais de um emprego no esgravatar geral por um Escudo a mais nas sempre magras tabelas do funcionalismo público. Pelo que li, José Sócrates trabalhava na Câmara e fazia projectos para fora numa área onde não havia qualquer incompatibilidade funcional. Estes múltiplos empregos eram norma em Portugal quando cá cheguei. (…) Ser jornalista naqueles tempos, para muitos camaradas, era trabalhar de manhã na rádio, a meio do dia na Anop, à tarde na televisão e à noite num dos jornais estatizados onde um cartão de partido garantisse uma qualquer sinecura para colmatar a inflação de dois dígitos. Conheci muita gente com este regime de trabalho. (…) Conto tudo isto para recordar que nos anos oitenta este era um país muito diferente. O que era legítimo e aceitável fazer-se na altura seria impensável hoje. Por isto acho imoral estar-se a fazer juízos em 2008 e a procurar consequências políticas de comportamentos absolutamente generalizados há um quarto de século. Tanto mais que, pelo que li até agora, esses comportamentos não configuraram qualquer espécie de ilícito criminal. Eram tempos diferentes com leis diferentes e práticas diferentes. (…) Na altura era prática corrente a obra ser feita de raiz por apenas um técnico academicamente credenciado. José Sócrates tinha essas credenciais. Também não deixa de ser irónico que tenham sido levantadas questões de "carácter" sobre José Sócrates por um desastrado upgrade académico numa universidade que caiu em descrédito e que agora as questões de "carácter" sejam levantadas pelo exercício da profissão para a qual ele está, afinal de contas, academicamente credenciado, o que já ninguém disputa. (…). Claro que é engraçado este jornalismo de ASAE numa eterna busca de um Watergate com migas à moda da Guarda. É engraçado mas não tem piada. Por tudo isto começam a repugnar-me estes autos de fé ruidosos, deslocados no tempo, cruéis e sobretudo inconsequentes. A inconsequência advém de não haver ilegalidades. A ser uma questão de "carácter" perdida no tempo, só servirá para as eleições. Não é um bocadinho cedo para isso?»
Mário Crespo, jornalista, JN, 04.0208.

Seguro

Ouvi que António José Seguro deu conhecimento ao líder parlamentar do PS que irá votar, na Assembleia da República a favor do referendo ao «Tratado de Lisboa». Não sou a favor do referendo, mas sou a favor da frontalidade de António José Seguro. Na política, como de resto em tudo na vida, a hipocrisia mina a credibilidade e a unanimidade mina a democracia.

«Guardemos o nosso Reino de nós, que nós somos os que lhe fazemos a maior guerra.»
António Vieira

A Internet tem destas coisas, aproxima as pessoas e pode lançar o debate e a saudável discussão, Bruno aceito o teu desafio, vamos então a esse café!
Li com atenção o texto que Bruno Jacinto escreveu no seu Blog A21 acerca do meu post de 4 de Fevereiro onde subscrevo um artigo de Miguel Sousa Tavares.

Caro Bruno, sou fumador e a nova lei do tabaco não me causa grandes transtornos, o que realmente abomino são os radicalismos que transformam aqueles que por opção própria querem continuar a fumar alvo de uma cruzada que considero doentia e perigosa.
A saúde é um bem precioso, quem esta doente ou já esteve compreende que não existe algo tão importante como estarmos saudáveis.
A sociedade actual vive uma obsessão com o aspecto físico, produtos para emagrecer, ginásios, gente jovem, modelos anorécticos, etc., esta paranóia leva a que o que podia ser uma mensagem positiva de vida saudável se transforme numa intolerável “perseguição” a quem opta livremente por simplesmente não seguir essa filosofia de vida.
Eu que sou magro (1,79m e 55 kg) já me habituei a ouvir os comentários acerca do meu aspecto com algum humor, conheço pessoas que são mais gordas, essas lutam por ser mais magras, também elas sofrem de uma pressão Social que as leva a julgarem-se uns monstros que só pensam em comer.
Esta imposição que é feita a que todos optem por um estilo de vida é inaceitável, a arrogância com que nos é imposta causa-me mal-estar, porque vejo nesta atitude uma inaceitável ingerência nas minhas liberdades individuais, não aceito que “Brunos” no alto da sua saúde imaculada me venham impor normas pessoais que só a mim me dizem respeito.

Bruno ter saúde não é mau, como escreves no fim do teu post, o que é mau é querer impor e olhar para quem opta de maneira diferente como um “anormal” social!

Quando dizes que sou um eterno “candidato a candidato” digo-te que não conheces o meu percurso, é que eu para alem de escrever neste Blog tento fazer algo enquanto tu fazes a A21 e te sentas a escrever, gostava de ver mais gente como tu a agir, a fazer algo pelos outros.
Fazes parte da gente nova que chega ao nosso Concelho, são bem vindos, nós somos Saloios, mas não somos estúpidos!

4 de fevereiro de 2008


Faz hoje um ano que a minha saúde me pregou um valente susto, de um momento para o outro tudo muda e a nossa perspectiva da vida é alterada.

Não vi a minha vida passar-me à frente como um filme, lembro-me de pensar que ainda não era a altura de ir embora e depois acordar numa ambulância a caminho de Lisboa, tive medo, medo do que ia acontecer não só comigo, mas principalmente com as pessoas que verdadeiramente gostam de mim.

È nestas alturas que temos a perfeita noção da nossa fragilidade, do quanto afinal dependemos uns dos outros.
Aprendi que muitos das complicações que enfrentamos no nosso dia a dia somos nos próprios que criamos e que alimentamos.
A vida até consegue ser simples, se conseguirmos sorrir mais vezes e ter uma atitude positiva alguns problemas vão tornar-se num desafio de onde vamos tirar importantes lições.

Saber viver ou “andar por cá”, sempre a aprender com as coisas boas e más e enfrentar os desafios/problemas de uma forma positiva e de mente aberta, é este o nosso “papel” neste “palco”.

Subscrevo.

«Uma geração que transforma a saúde de cada um na questão principal e obsessiva do dia-a-dia é uma geração sem causas e profundamente egoísta. É a mesma geração em que as mulheres não têm filhos para não estragarem a linha e a carreira, em que os políticos vivem deslumbrados com o que os fazedores de imagem lhes mandam fazer e se sentem obrigados a praticar desporto em público e fumarem às escondidas, em que os que se tomam por vedetas públicas correm a anunciar às ‘revistas sociais’ que têm um novo amor, com medo que a gente pense que estão sozinhos (como se não estivéssemos quase todos…), em que os ricos perderam qualquer vergonha e vivem nas «off-shores» e nas fundações para fugirem ao fisco e os banqueiros recebem fortunas para se irem embora e pararem de roubar os accionistas. Esta é a cultura que está no poder, agora. Não admira que grande parte do mundo seja governada por simples oportunistas.»
Miguel Sousa Tavares, Expresso

Mad TV Steven Seagal

Mad TV Barack Obama

2 de fevereiro de 2008

Estamos sempre a aprender.


Esta “ aventura” da minha candidatura à Comissão Politica do PS Mafra tem sido uma experiência enriquecedora, estamos sempre a aprender é preciso é estar atento e perceber os sinais.

A troca de impressões com alguns Militantes tem revelado algum desânimo, um “deixa andar” que para mim é difícil de aceitar, o número de Militantes inscritos na Concelhia de Mafra (120) não permite de uma forma realista grandes estratégias, só a vontade de realmente mudar, se tal não acontecer dificilmente existirá alternativa.

Um camarada de Lisboa ligou-me ontem, a sua “preocupação” era grande, alguém lhe disse que eu não estava a conseguir o número de militantes suficientes para avançar com a candidatura, é engraçado, este foi o mesmo que me disse que a outra candidatura avançava porque em Mafra não havia ninguém que pegasse no Partido Socialista.

Pois é, estamos sempre a aprender.

1 de fevereiro de 2008

Carnaval!!!



Carnaval até temos todo o ano, mas esta é a altura em que celebramos a data.
Aqui está o Samba da Portela, homenagem que agradeço e que prometo retribuir quando chegar amanhã à Cidade Maravilhosa!!!

Não queres vir para Mafra Marinho Pinto?

«Tentaram decapitar o PS»
A acusação é do bastonário da Ordem dos Advogados. Em entrevista a Judite de Sousa, na RTP, Marinho Pinto falou directamente sobre o caso «Casa Pia» e lançou duras críticas à Polícia Judiciária.
«Tentaram decapitar o PS e a investigação foi orientada pela Judiciária nesse sentido», frisou, considerando que a PJ está «em roda livre». «O Ministério Público em relação ao poder político tem sido independente, a PJ é que não, porque devia estar sob a direcção do MP e não está. Está em roda livre, porque está mais dependente do Governo», vincou.
PortugalDiário